Opinião não contratada: o que fazer?

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Você já ouviu falar sobre “Mom shaming”? Este é um termo adotado recentemente, que se refere a constranger uma mãe por não seguir um padrão ou o que alguma pessoa considera correto no âmbito da maternidade.

Há alguns dias, ouvi de uma mãe que, quando ela descobriu a gravidez de seu primeiro filho, sentiu que a sua vida se tornou “domínio público” em todos os assuntos relacionados à maternidade. Ela recebia tantos conselhos e opiniões diferentes, que terminou se sentindo ansiosa e preocupada diante de tanta informação.

Sabemos e confiamos que 90% das pessoas aconselham e dão suas opiniões com boas intenções, com o intuito de ajudar a própria experiência no assunto. A maternidade em si gera uma cobrança para a mãe e, muitas vezes, um conselho dado com uma boa intenção, pode acabar aumentando esse sentimento de cobrança e gerando sentimentos de sobrecarga, baixa autoestima e até mesmo depressão.

Se você, mamãe, tem se sentido dessa forma, quero compartilhar com você a experiência da minha irmã Juliana, que recentemente teve seu terceiro filhinho:

“Uma vez uma pessoa veio até mim e me disse para tirar algumas roupinhas do meu bebê, porque na opinião dela, eu estava sufocando-o e ele deveria estar com calor, então tirei o casaquinho que ele estava vestindo. Em um momento mais tarde, outra pessoa veio até mim e me perguntou por que meu bebê estava com tão poucas roupas, e que ele deveria estar sentindo frio, naquele momento fiquei confusa e tomei uma lição para mim. Eu sou a mãe, e devo conhecer meu bebê, se eu verificar a temperatura das mãozinhas e dos pezinhos dele, saberei se ele está com frio ou não. Daquele dia em diante, decidi tomar as minhas próprias decisões. Quando alguém me dá alguma opinião, eu não descarto totalmente, eu avalio, e se perceber que faz sentido na minha dinâmica com meu bebê, agradeço e coloco em prática. Se eu não concordar com a opinião que me foi dada, eu simplesmente agradeço e não digo mais nada. Dessa forma, me sinto livre para tomar minhas decisões e sou educada com todos.”

Essa foi a forma que a Juliana encontrou para lidar com as opiniões alheias, para não criar desavenças e não se sentir ansiosa sobre o assunto. Não se preocupe em errar. Todas em algum momento irão cometer erros e é através desses erros que você descobrirá o que dá certo para o seu bebê ou não. Nesse meio tempo, tente não alimentar sentimentos negativos, e sinta-se em paz para desfrutar o momento com o seu bebê.

Uma dica valiosa antes de dar uma opinião a uma mamãe, é esperar que ela pergunte sua opinião ou peça sua ajuda. Se você já é mãe e perceber que sua experiência pode ajudar de alguma forma, talvez sugerindo uma pomada para assaduras que era eficiente em seu filho, ou alguma técnica diferente para diminuir a cólica do bebê, aconselhe sem críticas ou julgamentos. Conte sua experiência e como lidou com aquela situação, mas deixando a mãe livre e à vontade para fazer suas próprias escolhas e experiências.

Devemos lembrar que cada pessoa é diferente. O que pode funcionar para algumas, pode não funcionar para outras e tudo bem. A maternidade é um momento de descobertas. Às vezes, tudo o que a mãe quer é privacidade para fazer essas descobertas com calma e curtir essa fase especial. Então, nesse momento, podemos usar nossas palavras para dar apoio como:

“Você está fazendo um ótimo trabalho!”

“Você precisa de alguma ajuda?”

“Você quer que eu busque um copo com água enquanto você amamenta?”

“Você é exatamente a mãe que seu filho precisa!”

Vamos fazer com que esse momento na vida de cada mãe seja especial, com palavras positivas. Dos lábios de Jesus não se ouvia palavras negativas, Ele estava sempre pronto a oferecer uma palavra de incentivo e ânimo.

“A voz e a língua são dons de Deus, e se usados corretamente, são um poder divino. As palavras significam muitíssimo. Podem expressar amor, dedicação, louvor, melodia a Deus, ou ódio e vingança. Palavras revelam os sentimentos do coração. […] Se olharmos o lado brilhante das coisas, acharemos bastante para tornar-nos bem-humorados e felizes. Se dermos sorrisos, eles nos serão devolvidos; se falarmos palavras agradáveis, motivadoras, elas nos serão pronunciadas em retorno”.

Mente, caráter e personalidade, vol. 2 p. 572

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